“Bordando a Democracia”: livro reúne vozes femininas em prol da participação política das mulheres

Lançada nesta quinta (7), a obra une arte, política e direitos humanos em defesa da participação feminina nos encontros promovidos pela presidente Cármen Lúcia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, na sessão desta quinta-feira (7), o livro Bordando a Democracia, uma publicação que reúne reflexões, debates e relatos de mulheres sobre democracia, direitos humanos, violência política de gênero e participação feminina nos espaços de poder. Idealizada pela presidente do TSE, ministra rmen Lúcia, a obra transforma em texto os encontros promovidos pela Justiça Eleitoral ao longo de 2024 e 2025.  

Com linguagem sensível e simbólica, o livro compara a construção democrática ao ato de bordar: um trabalho contínuo, coletivo e cuidadoso. Na apresentação da obra, o TSE destaca que “a democracia se faz todo dia” e depende da diversidade de vozes, do respeito às regras constitucionais e da participação cidadã. “As bordadeiras são as que realmente têm as linhas demonstrativas do seu compromisso com a nacionalidade de um Brasil muito melhor que a gente quer para todo mundo”, destacou a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, ao lançar a obra.  

A publicação reúne falas de ministras, parlamentares, jornalistas, artistas, lideranças indígenas e representantes da sociedade civil. Entre os nomes presentes na obra, estão Benedita da Silva, Luiza Trajano, Marisa Monte, Fafá de Belém, Flávia Oliveira e Macaé Evaristo.  

Eixos norteadores 

Dividido em três eixos principais  Democracia: substantivo feminino”; Direitos: Humanas – Voz (da Mulher) pela Democracia e Mulher, Presente –, o livro aborda temas como ações afirmativas, desigualdade de gênero, violência contra as mulheres e sub-representação feminina na política brasileira.  

A publicação mostra que, embora as mulheres representem 53% do eleitorado brasileiro, elas ocupam apenas 17,7% das cadeiras da Câmara dos Deputados e 12,3% do Senado Federal. O livro também alerta para os índices de violência de gênero no país, registrando que uma mulher é assassinada no Brasil a cada seis horas.  

Durante os encontros que deram origem à obra, a ministra Cármen Lúcia defendeu o fortalecimento da representatividade feminina como condição indispensável para a democracia. Segundo ela, “sem a igual dignidade de todas as pessoas, não há democracia plena”.  

Além do livro, o projeto conta com podcast, playlist e registros audiovisuais das discussões realizadas no TSE sobre a temática. 

AC/LC/DB 


Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Maio/bordando-a-democracia-livro-reune-vozes-femininas-em-prol-da-participacao-politica-das-mulheres